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SUMMARY:Bem-vindos ao Quarteirão – exposição fotográfica
DESCRIPTION:A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada (BPARPD) em parceria com “O Quarteirão” inaugurou a exposição de fotografia intitulada “Bem-vindos ao Quarteirão” no dia 15 de março\, na Sala Mundo.\nEstão patentes as fotografias que foram rececionadas na sequência do Open Call realizado durante o mês de fevereiro\, assim como uma seleção feita a partir do acervo fotográfico Manuel Silveira Paiva à guarda da BPARPD. As fotografias expostas possibilitam a partilha dos espaços e das vivências desta zona da cidade de Ponta Delgada que se estende desde as ruas Dr. Guilherme Poças e Dr. Aristides da Mota até à Rua Machado dos Santos. Igualmente será possível observar os mesmos espaços com enquadramentos diversos em diferentes épocas.
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SUMMARY:Destaques do mês
DESCRIPTION:Estamos a pouco mais de um mês de celebrar os 50 anos da Revolução de Abril\, a festa dos cravos\, que nos devolveu a Democracia e com isso a Liberdade de expressão\, o direito à justiça social\, ao integral respeito pela diferença\, à igualdade de género. Por este motivo\, é fundamental recordarmos como foram os 48 anos de ditadura em Portugal. E para que possam ler com especial interesse os livros que recomendamos\, aqui deixamos alguma informação sobre esse tempo sombrio (1926-1974)\, que começou com um golpe militar que pôs termo à I República. Gomes da Costa foi o homem que esteve no comando desse golpe que teve lugar no dia 26 daquele ano\, instituindo a ditadura militar. A nova versão da ditadura seria o Estado Novo (1933-1968)\, com Salazar como presidente do Conselho de Ministros. A sua primeira acção foi a promulgação da Constituição de 1933\, que retirou a liberdade e muitos direitos às cidadãs e aos cidadãos portugueses. Censurar\, perseguir\, proibir\, prender\, eram\, entre outras\, características centrais desta ditadura que \, através dos censores e da P.I.D.E.\, proibiu a publicação de artigos de jornal\, proibiu a circulação de livros \, mandou encerrar alguns jornais\, torturou seres humanos: «se o preso dissesse que não fumava\, acendiam um cigarro e esmagavam-no na cara e no cabelo do preso.(…). Mas alguns militares torturavam-nos\, davam-lhes choques elétricos e batiam-lhes violentamente quando estavam a interrogar»; «assim se chega às pauladas\, ao cavalo-marinho\, às palmatoadas\, à tortura do sono\, aos choques eléctricos\, aos maus tratos nos órgãos genitais» (Mateus\, 2004:107-109) (BPARPD EMP 323(469) MAT/PID) \nPor outro lado\, estavam proibidos todos os partidos políticos: a ditadura opera sempre com um único partido que é o do poder. O lema «Deus\, Pátria e Família»\, pelo qual ficou conhecido o regime\, revela bem as linhas exíguas deste autoritarismo. Um dos mais temíveis documentos que incluía ao Constituição de 1933 foi o Acto Colonial\, onde se definia toda a política colonial do Estado Novo\, a qual\, como sabemos\, culminou com a Guerra Colonial\, que teve início em 1961\, ano a partir do qual Portugal sujeitou povos livres ao seu domínio. Isto aconteceu em Angola\, em Moçambique\, na Guiné-Bissau\, em Cabo Verde\, em S. Tomé e Príncipe. Estas colónias apenas foram libertadas com o 25 de Abril de 1974. E as mulheres? Essas eram tidas como inferiores aos homens. Para saírem do país\, tinham de pedir autorização ao marido. E as enfermeiras\, será que podiam casar? A resposta é-nos dada por Cecília Honório (2014)\, num estudo de leitura obrigatória: «Detida pela PIDE em 1953\, Isaura Assunção da Silva Borges Coelho foi\, com a sua irmã Hortênsia\, o rosto da luta pelo direito das enfermeiras ao matrimónio.» (Honório\, 2014: 201) (BPARPD EMP 396(469) HON/MUL) \n  \nQuando\, em 1968\, Salazar adoeceu e foi substituído por Marcelo Caetano que governou o país até à Revolução de Abril\, falava-se na «Primavera Marcelista»\, uma vez que a repressão abrandara ligeiramente\, mas a ditadura mantinha-se. Ora\, os livros que vos nomeamos este mês dão a conhecer essas décadas em que a iliteracia atingiu 70%\, em que não houve qualquer investimento na educação\, tendo em conta que um povo ignorante é mais fácil de manobrar. Um tempo temível\, apenas comparado à Inquisição que\, como sabemos\, esteve 300 anos em Portugal\, do século XVI ao século XVIII. Conforme muito bem escreve António Figueiredo (1976): \n«Há uma afinidade surpreendente entre o Estado Novo» e a Sagrada Inquisição no que respeita aos métodos de pressão utilizados\, e também nos subterfúgios usados pelos oprimidos para manterem viva a resistência. (…) O trabalho da Inquisição como o da P.I.D.E.\, assentava no sistema de denúncias arrancadas a cada detido (…). A tortura física dos prisioneiros políticos era usada com regularidade (…). (Figueiredo\, 1976: 163-165) (BPARPD FG9/2497) \nNão menos importante é ficarmos a saber que alguns dos presos políticos foram condenados ao desterro. É assim que surge o campo de concentração do Tarrafal\, em Cabo Verde\, por ordem de Salazar\, em 1936\, com o nome de «Colónia Penal do Tarrafal» Conforme nos diz Sousa Tavares (2007) (BPARPD EMP 323(469) TAV/CAM): «para os presos que passaram por este estabelecimento prisional (…)\, ele constituiu um verdadeiro Campo de Concentração à semelhança dos campos de concentração nazis». (Tavares\, 2007: 65) \n  \nDisponíveis para empréstimo domiciliário \nPOULANTZAS\, Nicos – A crise das ditaduras: Portugal\, Grécia\, Espanha. Lisboa: Presença\, (imp. 1975). \nBPARPD EMP 32(4) POU/cri \n  \nHONÓRIO\, Cecília – Mulheres contra a ditadura – MUD Juvenil: 1946-1957. 1.ª ed. Lisboa: Bertrand\, 2014. \nBPARPD EMP 396(469) HON/mul \n  \nTAVARES\, José Manuel Soares – O Campo de Concentração do Tarrafal (1936-1954): a origem e o quotidiano. Lisboa: Colibri\, imp. 2007. \nBPARPD EMP 323(469) TAV/cam \n  \nMATEUS\, Dalila Cabrita – A PIDE/DGS na guerra colonial: 1961-1974. 2ª ed. [rev. e aumentada]. Lisboa: Terramar\, 2011. \nBPARPD EMP 323(469) MAT/pid \n  \n  \nDisponíveis para leitura presencial \nFIGUEREDO\, António de – Portugal cinquenta anos de ditadura. Lisboa: Publicações Dom Quixote\, imp. 1976. \nBPARPD FG 9/2497 \n  \nPORTUGAL. Presidência do Conselho de Ministros. Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista – Presos políticos no regime fascista.1ª ed. [Lisboa]: C.L.N.S.R.F.\, 1981-1988. \nBPARPD ABC 2577-2583 RES \n  \nPORTUGAL. Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista – Livros proibidos no regime fascista. [Lisboa]: Presidência do Conselho de Ministros\, imp. 1981. \nBPARPD ABC 3118 RES \n  \n  \n 
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